sexta-feira, 19 de agosto de 2011


Pilates e Ciclismo

 
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Connie Fazekas é instrutora e proprietária do Centro de Pilates Hunterdon, em Clinton (New Jersey – EUA).
Três anos atrás, Ken Olshansky, então um ciclista de 61 anos, foi encaminhado pra seu  centro para melhorar o desempenho ciclístico através do Pilates.
Leia o artigo!
Connie: Um ciclista com prática regular corre 20 a 50 milhas de três a quatro vezes por semana. Treinar um atleta requer, inicialmente, uma avaliação atenciosa de seus desequilíbrios. Quando Ken iniciou em nosso centro de Pilates, aparentava ter um corpo proporcional, forte e muito atlético. Estava  com um bom condicionamento e sem dor ou queixa particular.
Seus objetivos eram tornar-se mais relaxado quando estivesse na bicicleta e isolar grupos musculares específicos para aprimorar o ciclismo. O Método Pilates pode acessar a musculatura profunda para melhorar sua performance. Entretanto, fazer Ken imaginar as conexões do Pilates não foi tão fácil! 
Ken possui braços e pernas bem desenvolvidos, o que pode dar a impressão de grande força. No entanto, após interagir com Ken, descobrimos fraqueza abdominal, encurtamento da musculatura posterior da coxa, problemas no posicionamento cervical e escapular e uma desconexão de caixa torácica.
 
O programa de exercícios teve que ser desafiador durante todo o tempo para manter seu interesse. Enfocamos nos movimentos de Pilates para ganhar flexibilidade e eficiência abdominal.  Além disso, foram utilizadas estratégias para estabilizar as escápulas usando fibras de músculos da parte superior do tronco. Isto também auxiliou a manter os ombros longes das orelhas e o pescoço alongado.
Ken:
Um problema específico para mim era a tensão da parte superior das costas, ombros, braços e mãos. Essa tensão, além de causar fadiga, impede longos percursos e produz formigamentos nas mãos. A maioria dos ciclistas é desatenta a este fato, que pode limitar a respiração eficiente. Obter controle dos músculos superiores das costas e ter força eficiente nos abdominais diminui o esforço de mãos, braços e ombros no suporte do peso do ciclista. Com essa combinação, eu estava apto a eliminar a maioria dos meus problemas  na porção superior de meu corpo.
Connie :
A posição neutra da pelve, utilizada no Pilates, requer um equilíbrio entre abdominais e músculos posteriores (paravertebrais). Ken pôde perceber esta conexão com exercícios como Hundreds e Double Leg Stretch. Ele finalmente pôde perceber a utilização do músculo transverso abdominal e, com sua progressão nos exercícios de Pilates, entendeu que as camadas profundas deste músculo atuam como uma cinta natural para dar suporte e proteção contra encurtamentos e movimentos excessivos da coluna lombar”.
O maior desafio de treinar atletas é que, normalmente, eles possuem um forte modelo de “no pain, no gain”, ou seja, estão habituados a movimentos que envolvem grande força e dor. Nós trabalhamos com Ken de forma a despertar sua percepção de força corporal não através de grandes músculos superficiais, mas sim de conexões musculares profundas. Este treino possibilitou um aumento na flexibilidade e na força abdominal, além dos resultados que ele procurava. Agora Ken tem 64 anos e inicia seu treinamento avançado de Pilates.
Ken:
Fazendo um retrospecto, levou um ano para eu perceber quais grupos musculares os movimentos de Pilates pretendem desenvolver.  Na medida que estas conexões iniciaram-se e tornam-se cada vez mais fortes, pude alterar completamente minha postura e minha maneira de usar o corpo sobre a bicicleta. Isto pode ser percebido por treinadores e companheiros de pedal que comentam o visível efeito do Pilates nas minhas habilidades no ciclismo.
* Texto publicado em “The Pilates Fórum tm ” Edição de inverno do Intituto PhysicalMind NY.

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